O presidente do Sindeac, Paulo Roberto da Silva, que é também presidente da União Geral dos Trabalhadores de Minas Gerais (UGT-MG) e assessores visitaram gabinetes de deputados federais na tarde dessa terça-feira, 19/11. A primeira reunião foi com o deputado federal mineiro Lincoln Portela, do Partido Republicanos.

Ele aceitou a proposta de apresentar emendas elaboradas pelas centrais sindicais à Medida Provisória 905/2019, que institui a chamada Carteira Verde e Amarela. A iniciativa envolve as centrais mineiras UGT-MG, NCST e Força Sindical e foi definida em reunião de seus dirigentes, em Belo Horizonte, na última segunda feira.

As emendas estão sendo construídas pela advogada e consultora Zilmara Alencar e serão encaminhadas ao deputado ainda nesta quarta-feira. Ela acompanhou Paulo Roberto na reunião com Lincoln Portela, juntamente com o assessor parlamentar do DIAP, André Luis dos Santos.

“Depois nos reunimos com a liderança do PDT e fomos muito bem recebidos. Nossa reivindicação para que sejam feitas alterações na MP foram prontamente aceitas”, revela o presidente da UGT-MG.

Uma Medida Provisória vale por 60 dias, podendo ser prorrogada por mais 60. Nesse prazo, precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para não perder sua eficácia.

Reunião com Rodrigo Maia

No final do dia, Paulo Roberto participou de reunião ampliada com o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, com a presença de representantes de outras centrais sindicais também preocupadas com o teor da MP 905.

O movimento sindical reivindica a devolução da Medida Provisória ao governo. Mas, segundo Rodrigo Maia, tal atribuição cabe ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, que descartou qualquer possibilidade nesse sentido.

“Diante disso, Maia se comprometeu a agilizar a votação da MP para tentar reduzir os prejuízos à classe trabalhadora”, revela o presidente da UGT-MG.

Pressão na base

De acordo com Paulo Roberto, é importante nesse momento que as lideranças sindicais pressionam os deputados de suas bases para que votem pela retirada dos pontos prejudiciais aos trabalhadores. A UGT-MG, por meio da consultora Zilmara Alencar, vai preparar material de subsidio para embasar os debates em torno da MP 905/2019.